O mapa não está completo e nunca estará. Algumas áreas existem desde o início, mas permanecem invisíveis. Não porque estejam trancadas, mas porque ainda não é o tempo. O mundo se revela conforme a criança cresce, experimenta, se frustra, escolhe, espera.
O mapa pode ser um desenho impresso, um papel grande dobrado, uma folha de caderno. No começo ele é simples. Com o tempo novos lugares são desenhados, detalhes são acrescentados, áreas ganham nomes. O mapa não deve ser corrigido, ele registra a jornada. Riscos tortos, cores fora do lugar, linhas sobrepostas fazem parte da história.
Voltar a um lugar não é repetir. Um mesmo local pode revelar uma porta que sempre esteve ali, mostrar um personagem que antes se escondia, mudar completamente de significado. A criança aprende, assim, que o mundo muda quando a gente muda.
Estes são exemplos de como o mundo pode ser representado. O mapa que a sua família vai usar pode ser totalmente diferente destes, desenhado à mão, simples, cheio de espaços em branco. O importante é que seja de vocês.
Use estes mapas como inspiração. O mapa real do jogo será desenhado por vocês.
O adulto decide quando algo pode aparecer, mas nunca o que a criança deve fazer com isso. Se a criança perguntar: "Já posso ir lá?" O adulto pode responder: "Talvez, o que você sente sobre isso agora?" Importante lembrar: nada é perdido por não ser visto cedo, as coisas podem ser revisitadas.
Uma área oculta pode ser um lugar que não aparece no mapa, ou um lugar desenhado mas sem detalhes, um caminho que "não leva a lugar nenhum". Essas áreas só se revelam quando algo muda no jogador.